domingo, 10 de outubro de 2010

O ufanismo estadual, ou como queira chamá-lo.

Foi o vinte de setembro o precursor da liberdade. Ou não, se formos parar pra pensar.
Vinte de setembro é bom pra nos lembrar daquele ufanismo exagerado que o gaúcho tem para com a sua pátria, digo: seu estado. Aliás, é desse ufanismo que venho falar.
Talvez haja alguma coisa no ar que faça com que a maioria das regiões sulistas dos países queiram se “independencializar”. O sul dos Estados Unidos ainda é assim. Por sorte, a própria execução das leis estadunidenses permite que o sul seja mais independente. Da Coreia do Sul não precisa se falar. A região basca - uma parte ínfima (ainda sim é uma parte) – está no sul da França. E aqui no Brasil, bom, temos o Rio Grande do Sul.
“O estado mais elitizado”, “O melhor estado do Brasil”, “O estado quem tem as mulheres mais bonitas” – esse último pode até ser, mas não me orgulho de – talvez – morar no estado mais elitizado DO BRASIL. É como ser o anão mais alto do mundo! Não tem razão de ser! Antes que me apedrejem: sou orgulhoso, sim, de morar no RS, mas o ufanismo me deixa louco. Fora que o gaúcho tem a mania de inferiorizar as nações tupiniquins, porque, você já sabe, somos os melhores. Somos os melhores por ter uma capital que não serve pra nada – a não ser para o terceiro setor. Somos os melhores por nossa brava história! Que, tirando a Revolução Farroupilha, é vergonhosa. Deixe-me entrar nesse ponto.
Quando éramos colônia lusitana, ser mandado para o Brasil era motivo de vergonha. Quem não “dava certo” em Portugal (!) era mandado ao Brasil. E quem não dava certo no Brasil, era mandado ao Rio Grande do Sul. Porque somos os melhores (em receber os piores excluídos).
Entretanto, viva o vinte de setembro – e o reajuste do preço do charque.

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