Não vou dizer qual, porque não estou ganhando o que mereço pra fazer propaganda, mas fui a uma festa num lugar bem conhecido em Porto Alegre. Tampouco tenho a mania ou a pretensão de ser diferente do resto do mundo - esta, ironicamente, é a primazia da moda atual: ser diferente; em outras palavras: a moda é não seguir a moda dos outros -, mas acontece que eu não gosto de festas. Se o Facebook [e este - sim - eu cito o nome já que não tenho nem como negociar a imagem deles aqui no Blogue pra eu lucrar um pouco] fizesse um botão “não curtir” - ideia de um amigo meu -, eu clicaria este botão “não curtir” no perfil “Festas”.
O que me leva a elas é que eu fico, não me pergunte como, devendo a minha presença aos meus amigos. Em suma: sempre me convidam, eu nunca vou. Chega uma hora em que é ir ou ir [há, claro, a possibilidade de eu não ir, mas não gosto da ira dos meus amigos]. Então eu vou!
Quase sempre, chego ao local e penso: “que m**** estou fazendo aqui?”. Não sei dançar, admito que tento, mas não sei; não gosto de lugares onde não se possa conversar; e não gosto de ver o eu-bêbado das pessoas. Ainda nessa última festa, comentei que nunca tinha visto o Joaquim [pseudônimo] bêbado. Fui vilipendiado por todos a quem falei isso. “Como assim, tu nunca viu o Joaquim bêbado?!”, nunca tinha visto, e digo: era, no mínimo, vergonhoso. Mas isso é normal – o fato de ser vergonhoso -, ninguém dá orgulho a alguém estando bêbado, o que não é normal é eu não ir a festas por não gostar de ver gente bêbada – ou de me expor bêbado, que seja.
E é isto que as pessoas acham de alguém que não vai, mais do que isso, não gosta de ir às festas: um estranho. Mas a estranheza não me incomoda. Nunca entreguei meu bem estar ao julgamento dos outros. Minha felicidade no meu modo de ser não está sujeita à opinião alheia. Mas, ainda que me achem estranho, exigem minha presença em tais lugares. EXIGEM, essa é a palavra! Meus amigos exigem, são mui exigentes; e como sou daqueles que dá um boi para não entrar numa discussão - mas uma boiada para não sair dela –, lá vou eu, com o rabo entre as patas, “curtir” uma festa.