Cuidado com as teorias! Todas elas tiram o “eu-lírico” da existência. As de Física disseram que as cores dependem do reflexo da luz. As de Química disseram que a transformação de estado físico depende das agitações de moléculas. Lavoisier ensinou-me que “nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”.
Nenhuma, entretanto, me entristece mais que a teoria dos sons. Qual mal vê a Física em deixar-nos a dúvida de como vêm os sons? Que maldita inspiração do homem querer explicar tudo! Explica e tira a beleza. Alguns, mais ousados que eu, chamam de “robotização do homem”. Eu chamo de frieza humana.
Que se levantem as bandeiras da dúvida! Que o homem aprenda que o maior amor é o não realizado e que a dúvida não é utópica. Que o homem desaprenda e veja, nas teorias, a beleza da poesia.
Contento-me, ainda que não tão feliz, que o infinito não é concebido na mente humana, e que nunca seja para que possamos ficar estarrecidos de que há o infinito em tudo; do cada vez maior ao cada vez menor.
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