Poderia não me viciar?
Não aos teus olhos!
Não a tua boca!
Não às seduções!
Não a ti!
Nos autos, farei menção a tua tortura
Nas odes, citarei minha cumplicidade
Na vida, deixo escorrer teus lábios
Na noite, escreverei teu nome
Nem que, para isso, desenhe num quadro
Em minha mente,
Como minha caneta: meu dedo
E meu argumento: teu erro.
Poderia não me viciar?
Abaixo as palavras!
Abaixo os versos!
Abaixo as prosas!
Abaixo o teu nome!
Nos álbuns, rasgarei as fotos
No divã, arrepender-me-ei
Nos livros, escreverei teu nome
Com sangue, escrevê-lo-ei.
Agora vejo:
Não que não pudesse.
Antes, não devia.
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